Mostrando postagens com marcador Consumo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Consumo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Criando os estímulos certos para o shopper

Como uma economia emergente (já somos a sexta potência econômica do mundo), ainda temos muito o que aprender com a indústria e o varejo norte-americanos.

Talvez o principal aspecto, um dos temas mais comentados na NRF 2012, seja o desenvolvimento de estratégias centradas no shopper, a partir do conhecimento do seu processo decisório. Com um olhar mais crítico, pode-se comprovar essa prática em poucas visitas ao varejo norte-americano.

A loja de departamentos Marshall’s, localizada na 620 Ave of Americas, em Manhattan, por exemplo, encontrou uma solução extremamente simples e objetiva de auxiliar os shoppers na decisão de compra de roupas.

Depois de experimentar as roupas, o shopper tem diferentes ganchos para pendurar os itens. Um deles diz “Definitely” (definitivamente), referindo-se aos itens que certamente farão parte da cesta de compras. O outro diz “Possibly” (possivelmente), indicando que a decisão final sobre aqueles itens ainda será tomada.


Do outro lado do provador existe ainda uma terceira opção nomeada como “Tomorrow” (amanhã), referindo-se aos itens que não serão comprados hoje, mas por que não comprá-los amanhã, numa próxima visita à loja? 


Criar ferramentas que facilitam o processo de compra e alavancam as vendas das lojas/marcas não requer, necessariamente, grandes investimentos em tecnologia e sinalização, mas sim entrar na pele do shopper, entender seu processo decisório e criar estímulos para melhorar a experiência de compra. Isso é Shopper Marketing!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Unilever investe R$ 500 milhões no segmento de Cabelos

Companhia lança duas marcas internacionais e amplia seu portfólio

São Paulo  - A Unilever está investindo R$ 500 milhões na ampliação de sua linha de cabelos, que inclui o lançamento de duas marcas internacionais: Tressemmé e Keratinology By Seda.

As novidades fazem parte do portflio do Grupo norte-americano de produtos capilares Alberto Culver, adquirido pela Unilever por US$ 3,7 bilhões, em maio deste ano.

Além do novos produtos, a empresa ainda anunciou o relançamento de toda linha Clear e das linhas de lisos e cachos de Seda e também da nova variante Dove Pós Progressiva. Ao todo, são 80 novos produtos que passam a ser comercializados.

Os produtos começam a chegar aos pontos de venda este mês e, em janeiros de 2012, a campanha de divulgação deve começar a ser veiculada. A comunicação de Tressemmé está sendo desenvolvida pela JWT Brasil e tem a atriz Taila Aiala como protagonista. Já o novo Keratinology by Seda terá campanha criada pela BorghiErh/Lowe. Clear também uma novidade em sua comunicação. A marca passa a contar com a atriz Cleo Pires como protagonista de suas ações. E Isis Valverde permanece como garota-propaganda de Seda.

De acordo com Andrea Salgueiro Cruz Lima, Vice-Presidente de Negócios de Cuidados Pessoais da Unilever, "essa é a principal aposta da companhia nos últimos dez anos. Para ela, a ideia é usar toda a expertise a empresa como líder de mercado e pioneira em diversas categorias para continuar atendendo às necessidades de nossos consumidores e ampliar nossa liderança”.

Segundo Marcela Mariana, diretora de marketing de Cabelos da empresa, só com os dois lançamentos, a empresa pretende conquistar de 5% a 8% de share em dois anos. Ela explica que tanto Tressemmé quanto Keratinology By Seda. inauguram um novo segmento, chamado de ‘salonização’. A executiva ressalta que, cada vez, mais as consumidoras tem procurado produtos que entregam os benefícios dos salões.

“Para se ter ideia do potencial dos produtos com qualidade profissional, pesquisas mostram que 30% das brasileiras vão ao salão pelo menos uma vez por semana e 37% afirmam que ir ao salão é uma necessidade. Para a companhia, esta é a fatia que mais cresce dentro do mercado de beleza, já que, hoje, quase 100% das mulheres têm algum tipo de tratamento químico no cabelo, seja alisamento ou coloração.

Samsung planeja celulares com tela flexível para 2012

Coreana ultrapassa a Apple como maior fabricante de smartphones

Rio - A Samsung planeja lançar já em 2012 celulares com a tela flexível, e a  mesma tecnologia deve ser usada em tablets e outros dispositivos, informa o site Venture Beat.

Em janeiro deste ano, a coreana adquiriu a Liquivista, empresa que detém tecnologia usada para criar telas flexíveis, transparentes, brilhantes e de baixo consumo para disposivitos móveis. Em março, a Samsung anunciou que as pesquisas com telas flexíveis estavam em estágio inicial. Também no começo do ano, a Samsung apresentou a tecnologia de telas OLED flexíveis feitas com grafeno com o aparelho Galaxy Skin.

As pesquisas com telas flexíveis e dobráveis não datam de hoje. Já em 2008, a Plastic Logic apresentou um e-reader com tecnologia do tipo. No ano seguinte, a Sony apresentou telas flexíveis e bastante finas.

A Nokia também corre atrás da novidade e apresentou um protótipo de smartphone com tela flexível no mesmo evento em que lançou os primeiros smartphones com Windows Phone. A finlandesa, contudo, planeja os primeiros modelos com tela flexível apenas para 2015.

A Samsung anunciou ter ultrapassado a Apple como maior fabricantes de smartphones, chegando a 27,8 milhões entre julho e setembro, elevando sua participação no mercado mundial de smartphones em 23,8%.

 Veja abaixo o vídeo deste produto.




domingo, 30 de outubro de 2011

Kopenhagen dá uma loja da marca em promoção de Natal

Rede traz 12 lançamentos para a data e espera aumentar as vendas em 15% em relação a 2010

Rio de Janeiro - A Kopenhagen pretende realizar o sonho dos consumidores brasileiros com a promoção “Sua vida feita de chocolate”, que contemplará um cliente com uma loja da marca. A ação foi desenvolvida com base em uma pesquisa realizada pela empresa, em que 82% dos entrevistados responderam que gostariam de ganhar uma loja Kopenhagen de presente.

Para se destacar nas promoções de Natal, a empresa apostou no crescimento do empreendedorismo no país. Um estudo, feito pelo Sebrae, afirma que cerca de 17,5% da população adulta abriu em 2010 um negócio próprio, no total de quase 21 milhões de pessoas.

Para concorrer, a cada R$ 150 em compras os clientes recebem um código promocional a ser cadastrado no site, juntamente com os dados pessoais, e respondem à pergunta “Qual a marca de chocolate que dará a oportunidade de ter uma franquia?”.

A promoção começa no dia 1º de novembro e segue até 31 de dezembro, o ganhador será conhecido no dia 31 de janeiro de 2012. Para ser um franqueador da empresa, o candidato deve ter habilidade e vivência comercial, além de apresentar um ponto de venda que comporte uma loja da rede, com o predomínio do público das classes A e B.

O vencedor que não atender aos pré-requisitos receberá o prêmio na forma de certificado de barras de ouro, no valor de R$ 350 mil, equivalente à aplicação na franquia.

Com investimento de R$ 5 milhões, o Grupo CRM, proprietário da marca, espera gerar um aumento de 15% das vendas em relação ao Natal de 2010, com o movimento de 10 milhões de pessoas nas lojas. Para a data comemorativa, a Kopenhagen traz 12 lançamentos e também o Panettone Lajotinha, em comemoração aos 70 anos do produto.

domingo, 23 de outubro de 2011

Nestlé lança marca de chocolate personalizado

Linha Maison Cailler oferecerá chocolates de acordo com o perfil de cada consumidor


A Nestlé anuncia a chegada ao mercado, em 2012, da Maison Cailler, linha que oferecerá chocolates personalizados de acordo com o perfil de cada consumidor. Para descobrir sua “personalidade de chocolate”, a pessoa deverá criar uma conta no site da marca e solicitar uma caixa com cinco chocolates de degustação para enviar a um amigo, parente ou para si próprio.

Após efetuar o cadastro, o consumidor receberá, dentro de 48 horas, uma caixa de chocolates feitos com ingredientes como caramelo, nozes, frutas, flores e baunilha para degustação. Em seguida, ele deverá fazer uma avaliação online por meio de um questionário para, enfim, descobrir que tipo de chocolate mais se assemelha ao seu perfil.

O resultado poderá ser compartilhado com amigos por meio do Facebook. Inicialmente, o serviço estará disponível apenas na Suíça e em Liechtenstein, locais de fabricação do produto. “Maison Cailler é a 'alta costura' do chocolate. É a definição de luxo”, afirma Cédric Lacroix, diretor do centro de excelência de chocolates da Nestlé em Broc, na Suíça.

Além da ação, o site exibirá imagens das cozinhas onde são fabricados os chocolates e dos campos onde pastam as vacas que fornecem o leite para as fábricas da Nestlé. Os chocolates também poderão ser degustados em estandes montados em hoteis de luxo na Suíça e na loja conceito da marca, inaugurada na parte externa do Museu do Chocolate Maison Cailler.

Consumo da classe média extrapola o varejo e invade setor de serviços

Empresas antes voltadas para classe AB lançam marcas econômicas em busca de novos consumidores



Daniella Aiello tem 35 anos e trabalha como professora para crianças da quarta série, além de complementar a renda com a venda de artigos de prata. Vaidosa, vai à manicure às sextas-feiras e não abre mão de fazer escova nos cabelos em eventos especiais. Há aproximadamente 10 meses, Daniella trocou o salão de beleza que costumava frequentar, no Largo Treze, bairro de classe média da zona sul paulistana, por outro recém-aberto na região, chamado Basic Beauty - a marca econômica lançada no fim do ano passado pela rede de salões Jacques Janine, que atende as classes AB. “A qualidade do serviço é muito superior à de outros salões do bairro. É um Jacques Janine a um preço acessível”, diz. Daniela faz parte de um grupo de brasileiros que experimentam uma nova fase de consumo – mais direcionada a serviços do que à compra de produtos. Isso significa que os 40 milhões de novos consumidores que surgiram nos últimos anos já não se restringem apenas a comprar a TV mais moderna. Eles querem adquirir serviços de qualidade. E as empresas já estão de olho nesse filão.

De acordo com um estudo recente do instituto Data Popular, os gastos da classe média – que representa 54% da população brasileira  com serviços superaram os desembolsos com produtos pela primeira vez em 2011. A cada 100 reais gastos por esse público, 65,20 reais são direcionados à contratação de serviços. Nos últimos anos, essa proporção era mais equilibrada – 49,5% contra 50,5% gasto em produtos.

As empresas que perceberam essa mudança começaram a apostar na democratização de seus serviços por meio da criação de bandeiras mais econômicas. No caso do Jacques Janine, o salão se deu conta de que deixava de atender a um imenso público que, como Daniella, ia ao cabeleireiro em busca de opções básicas, como manicure e corte de cabelo, e a melhor relação custo-benefício. Após desenhar o projeto por três anos, a rede chegou ao modelo ideal: um salão pequeno, com padrão arquitetônico menos refinado, sem opções de estética e bem-estar, quadro de funcionários mais enxuto e, a partir de novembro, uma linha de produtos próprios, para reduzir os custos com fornecedores. O objetivo da empresa é que o novo cliente pague o mesmo preço de um salão de bairro, mas tenha uma marca respeitada por trás.  “A marca, nesse caso, não é um símbolo de status, e sim uma garantia de qualidade. Esse consumidor é muito criterioso porque não pode correr o risco de jogar dinheiro fora”, explica o consultor Renato Meirelles, do Data Popular.

Termômetros da mudança - De olho nessa tendência, o setor de seguros se movimenta há quase uma década para tentar regulamentar a modalidade de microsseguros, possibilitando a criação de apólices mais baratas, que visam a cobertura de riscos específicos. A intenção é incluir as classes C e D nesse mercado. Nesta semana, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, apresentou uma minuta de resolução ao Conselho Nacional de Seguros Privados para alterar as regras dos microsseguros. A Azul Seguros, bandeira econômica da Porto Seguro, é um exemplo de que há muita demanda no segmento. Desde que foi criada, em 2003, a marca cresce a uma taxa média anual superior a 30%.

Outro segmento que exemplifica essa mudança é o hoteleiro. Bandeira econômica não é novidade no setor, mas os números revelam que a categoria está em cresciimento. De acordo com uma pesquisa da consultoria em turismo Mapie, todas as redes internacionais presentes no Brasil começaram a instalar novas bandeiras ou estão em busca de operações desse tipo. Dos 200 hotéis em construção no país, aproximadamente 60% estão direcionados ao segmento econômico. O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) prevê que essa categoria representará 49% do mercado em 2015, ante 28% atualmente. “No passado, hotel era um serviço de luxo, porque a pirâmide socioeconômica brasileira era muito hostil. Com o crescimento da economia e a maior distribuição de renda, clientes que não existiam passaram a se hospedar em hotel econômico”, explica Ernesto Marino, especialista em investimentos hoteleiros e presidente da consultoria BSH International. 

A estudante de moda mineira Amel Saadi, de 24 anos, se encaixa nesse perfil. Mesmo contando com a casa de amigos e parentes em São Paulo e no Rio de Janeiro, ela opta por se hospedar em um hotel. Com o salário de dois estágios, ela paga um plano mensal de viagem que dá descontos em pacotes. “Fico em hotéis que normalmente seriam mais caros, mas pago o preço de um Formule 1”, explica.
Para atender a esse público, o grupo Accor, o maior em atuação no Brasil, prevê construir 80 unidades até 2015 – a maioria sendo das bandeiras Ibis e Formule 1. A tradicional rede hoteleira Hilton, símbolo de hospedagem luxuosa, também planeja entrar no segmento econômico e trazer ao país sua marca mais barata, a Hampton Inn. O plano da empresa é investir em quartos de 21,5 metros quadrados, com decoração e mobília reduzidas. Não há data nem lugar previstos para construção. 

Público amplo - Ainda que algumas prestadoras de serviço tenham feito mudanças de olho no potencial de consumo da classe C, o brasileiro ainda é muito sensível a preço. Assim, consumidores de maior poder aquisitivo acabam também compondo uma parte do público das bandeiras econômicas. 
Diante dessa demanda ampla, redes de academias que costumavam atender somente o público de alta renda lançaram unidades mais compactas e baratas. O grupo Bodytech, que oferecia pacotes de aulas em academias a uma mensalidade de 300 reais, lançou a marca Fórmula no Rio de Janeiro, em Copacabana. Como o bairro que comporta classes A, B e C, as mensalidades variam de 89 reais a 180 reais. A empresa pretende abrir mais duas unidades em São Paulo no começo ano que vem e prevê expansão para cidades como Piracicaba, Ribeirão Preto e Bauru, no interior paulista. 

Enquanto uma unidade Bodytech tem em média 4.000 metros quadrados ocupados por piscinas, espaços para lutas e danças, além do básico, a Fórmula se espalha por espaços de 400 a 800 metros quadrados e conta com aparelhos de musculação e aulas coletivas de ginástica e aeróbica. “As academias de bairro hoje estão muito maltratadas. Pensamos: por que não criar uma academia do tamanho da de bairro, com equipamentos de ponta, mas com custos enxutos para oferecer um preço competitivo?”, explica Mario Esses, diretor executivo da Fórmula. Com história similar, o grupo Bio Ritmo lançou a bandeira Smart Fit em 2009, com mensalidades que vão de 49 a 69 reais. A academia está presente tanto em Ceilândia, cidade-satélite no Distrito Federal, com público de classe média, como no bairro de alta renda dos Jardins, em São Paulo.

O grupo de medicina diagnóstica Fleury, tradicionalmente posicionado no segmento premium de laboratórios, realizou uma série de aquisições nos últimos anos e resolveu integrar 12 marcas sob a bandeira a+. O objetivo é atender clientes de diversas faixas de renda. Em cada um dos seis estados que atua, a a+ se direciona a um público diferente. “Ajustamos a unidade conforme as necessidades do cliente daquela localização geográfica”, explica Wilson Leite Pedreira Jr., diretor executivo de negócios do Grupo Fleury.
De acordo com André Torreta, da consultoria A Ponte Estratégia, o Brasil está vivendo uma situação similar a dos Estados Unidos nos anos 50, quando houve uma transição social para um país de classe média. “As empresas americanas querem vender para todos os americanos, não só para os mais ricos. No Brasil, as companhias estão percebendo isso agora”. Em sua visão, a próxima onda do consumo será ditada pela segunda geração da classe média, que já nasce educada, exigente e ciente de seus direitos – além de mais otimista. “Aí sim, venderemos o Brasil para os brasileiros”, completa.

Fonte: http://veja.abril.com.br/