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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Gradiente voltará ao mercado com campanha da NBS

Marca deve lançar primeiras ações publicitárias entre fevereiro e março deste ano.


São Paulo - Fora do mercado desde 2007, quando passou por maus momentos financeiros e paralisou a produção, a Gradiente relançará seus eletroeletrônicos ainda no primeiro semestre deste ano, e já planeja suas primeiras ações publicitárias, que estão a cargo da NBS.

A agência iniciou os trabalhos com a empresa no início de 2012 e cuidará de atendimento, planejamento, criação, produção e veiculação de todas as peças publicitárias da marca, assim como toda a estratégia de comunicação online e offline.

Conforme apurou EXAME.com, a primeira campanha deve sair entre fevereiro e março deste ano.

Controlada pela Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), da família Staub, a Gradiente apostará no desenvolvimento de notebooks e tablets para se diferenciar da concorrência. A companhia pretende começar com cerca de 30 mil tablets e, com o passar dos anos, ampliar a produção.

De acordo com um documento enviado à Secretária de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas (Seplan), a produção total pode chegar a 120 mil unidades até 2013.

Fonte: www.exame.com.br

Riachuelo: case brasileiro para gringo ver

Estratégia da companhia é baseada no entendimento da necessidade de seu target, as mulheres da nova classe média.


Nova York - Perto das grandes redes de varejo dos Estados Unidos, a Riachuelo tem o tamanho de uma formiga. Mas diante de um mercado mundial que busca diferenciação e aumento de faturamento, a empresa pode ser considerada gigantesca. Caçula no varejo brasileiro, a companhia veio até Nova York para ensinar a gringos e a compatriotas um modelo de sucesso.

A estratégia da companhia é baseada no entendimento da necessidade de seu target, as mulheres da nova classe média, e na verticalização de seu negócio. Muito além das mulheres de hoje terem dinheiro para gastar, a consumidora da Classe C expressa a sua ascensão social por meio da aparência. E nada melhor que a moda para deixar isso claro. Por isso, o foco da Riachuelo foi entregar roupas da moda a um preço acessível. 
Desde 1998 a companhia promove a associação com estilistas reconhecidos para desenharem suas coleções, como Cris Barros e Oskar Metsavaht. Tudo na Riachuelo é produzido pela própria empresa, desde o design das roupas até o crédito para a compra, passando pela fabricação e logística. Ter toda a cadeia de produção sob sua responsabilidade faz com que a eficiência e rentabilidade da companhia, pertencente ao Grupo Guararapes, aumente a cada ano.
“Ter um processo integrado facilita a tomada de decisão. Podemos lançar uma coleção e só produzir mais se ela está vendendo bem. Acabamos com a briga que existe entre a indústria e o varejo. O desafio é ser eficiente em toda a cadeia”, aponta Flávio Rocha, CEO das Lojas Riachuelo, que hoje conta com 145 pontos de venda.
Fonte: www.exame.com.br

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Por que a Kodak queimou o filme no mercado

Prestes a pedir proteção contra falência nos EUA, ícone do setor fotográfico mundial luta há pelo menos uma década para manter seus negócios de pé.

São Paulo – Embora a Kodak não assuma, rumores de que a companhia está à beira da falência e preste a pedir proteção ao governo americano nas próximas semanas têm sido frequentes na imprensa dos Estados Unidos.

Há pelo menos uma década, a empresa, que dominou o mercado de fotografia mundial, luta para manter seus negócios, mas as novas tecnologias e concorrentes de peso, como Apple e a HP, têm feito a Kodak nem aparecer mais na foto das empresas promissoras do setor de imagem.

Desde agosto do ano passado, a Kodak tenta vender mais de 1000 patentes de seus produtos digitais, mas as negociações, no entanto, não foram bem-sucedidas. Isto porque as empresas interessadas estão com receio de fechar negócio e a Kodak entrar com pedido de concordata a qualquer momento.

Fontes ouvidas pelo Wall Street Journal afirmaram que a empresa busca ainda, antes de pedir trégua para o governo americano, ajuda financeira com alguns bancos, como JP Morgan e o Citigroup, para tentar se livrar das dívidas e manter seus quase 20.000 funcionários.

Confira, a seguir, quais foram os principais deslizes que ajudaram no colapso da Kodak:

Não soube ganhar dinheiro com câmeras digitais - Nem todo mundo sabe, mas foi a Kodak quem criou a câmera digital, em 1975. O problema, no entanto, é que a companhia nunca soube ganhar dinheiro com o produto inovador que desenvolveu. 

Mesmo com a câmera digital, durante mais de duas décadas, a Kodak continuou a apostar no mercado de fotografia por filme e só em 2003 parou de fazer investimentos no negócio já defasado.

A essa altura, outras companhias, como a Sony e a Canon, já dominavam o mercado de fotografias digitais e a Kodak, então, ficou bem atrás dos concorrentes.

Falta de foco - Antes mesmo de suspender seus investimentos no segmento de filmes fotográficos, durante um bom tempo, a Kodak tentou apostar em outros setores do mercado, como o de produtos químicos e de limpeza e testes de dispositivos médicos, mas não obteve muito sucesso.

Aposta em um mercado dominado por gigantes –Assim que parou de investir em filmes fotográficos, em 2003, a Kodak depositou suas esperanças no mercado de impressoras, já dominado por gigantes do setor, como a HP.

Sem obter muito sucesso, hoje a Kodak ocupa a quinta posição do ranking mundial desse setor, com pouco mais de 2% de mercado.

Excesso de confiança – durante muito tempo, a Kodak liderou o mercado de filmes fotográficos e acreditou que nunca enfrentaria uma crise, pois o setor se mostrava muito promissor.

De acordo com informações de um ex-diretor da companhia que trabalhou na Kodak no auge de seus negócios, ouvido pelo WSJ, a companhia tinha um discurso de ser imbatível e nunca se preparou para enfrentar qualquer dificuldade.








Saiba quais são as marcas em risco de extinção e as que podem dar a volta por cima neste ano, segundo a consultoria CoreBrand

São Paulo – A CoreBrand, empresa de estratégia em comunicação, divulgou na última semana suas previsões para 2012, incluindo a potencial extinção de três marcas que já foram influentes no passado.

A primeira delas é a Kodak, que reinou durante a era das máquinas fotográficas de filme, mas não consegue fazer com sucesso a transição para a era digital.

A segunda é a Saab. Com mais de 60 anos de vida, a fabricante sueca já fascinou os fãs de automóveis com seus sedãs no passado, mas hoje luta contra a falência.

A terceira maca ameaçada de extinção, segundo a consultoria, é a Sears, cadeia de lojas de departamentos americana. Embora tenha anunciado planos de vir para o Brasil recentemente, a marca está prestes a fechar mais de 100 lojas nos Estados Unidos graças ao fraco desempenho da rede.

A consultoria prevê ainda que outras marcas menos conhecidas do público brasileiro, como Aon, CA, Cummins, Avery Dennison, D.R. Horton, Key Corp, Northern Trust, PPG, Steelcase e Yum, podem deixar de trazer resultados positivos para as corporações a que pertencem neste ano, devido à falta de investimentos.

Em contrapartida, a CoreBrand prevê que 2012 pode ser o ano da volta por cima para outras marcas que não estavam indo tão bem, entre elas AIG, Bank of America, BP e Netflix.






domingo, 11 de dezembro de 2011

Fujifilm vende cosméticos para sobreviver

Empresa passa a oferecer produtos para a pele na França, Alemanha e Reino Unido e usa a tecnologia como gancho para associar a novidade aos filmes de fotografia



Rio de Janeiro - O que as marcas de filmes de fotografia precisam fazer para continuarem no mercado? A Fujifilm aposta em vender cosméticos, segundo o site do Financial Times.

A empresa anunciou que passará a comercializar produtos para a pele, como cremes e hidratantes, com o nome Astalift, começando por Reino Unido, Alemanha e França e com planos para os Estados Unidos. A marca já é vendida no Japão há quatro anos e tem um market share de 6% a 8% no país.
A Fujifilm acredita ainda que é possível linkar filmes com cosméticos, usando o gancho da tecnologia. O colágeno, que serve para evitar a deterioração do filme, poderia fazer o mesmo na pele do consumidor. Já a astaxantina, que preserva as cores nos filmes, também traria uma aparência mais jovem ao rosto.
A linha, que tem produtos entre 45 euros e 70 euros, entra em um mercado altamente saturado. No Reino Unido, por exemplo, 60% do setor de cosméticos é dominado pelos grandes players, como a L´Oréal. A expectativa da Fujifilm para o continente é que o Astalift obtenha de 2% a 3% de market share nos próximos dois anos e meio.
Fonte: www.exame.com.br

AdeS incentiva suco de soja em academias

Ação criada pela Sportion Marketing & Esporte tem como foco o ambiente fitness


São Paulo - A Sportion Marketing & Esporte idealizou uma ação para a Ades focando o público fitness.

A marca levará seu produto para as academias com receitas de vitaminas, mostrando um jeito diferente de consumir o suco à base de soja.
O projeto, nomeado de Cantina AdeS, é exclusivo para as lanchonetes das academias e tem como objetivo incentivar o consumidor a descobrir novas maneiras de saborear a bebida.
Para acompanhar a ação foram produzidos materiais de PDV para os locais, como banners e cartazes, entre outros. Participam do projeto as academias de alto padrão em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.
Fonte: www.exame.com.br

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Para brasileiros, 47% das marcas são inúteis

Dado foi revelado na pesquisa "Meaningful Brands for a Sustainable Future", referente ao comportamento do consumidor brasileiro

São Paulo - O Grupo Havas divulgou os resultados da sua pesquisa "Meaningful Brands for a Sustainable Future" referente ao comportamento do consumidor brasileiro. Realizado desde 2008, pela primeira vez o estudo avaliou o impacto pessoal das marcas, ou seja, quanto as marcas impactam na qualidade de vida dos consumidores.

Na pesquisa global, foram abordados consumidores de 14 países. Em geral, para os entrevistados, somente 20% das marcas fazem uma contribuição positiva para a qualidade de vida dos consumidores. Esse percentual sobe para 33% no Brasil.

“Outro dado que difere o consumidor brasileiro dos demais é que 71% das marcas poderiam simplesmente desaparecer amanhã sem fazer qualquer diferença na vida das pessoas, enquanto que no Brasil esse índice é de 47%, demonstrando que para os brasileiros há mais marcas que fazem a diferença”, afirma André Zimmerman, diretor geral da Havas Digital no Brasil.

No Brasil, foi investigada a percepção dos consumidores em relação a 31 marcas de empresas de diferentes setores da economia: automóveis, finanças, bens de consumo, farmacêuticas, varejo, entre outros. A pesquisa avaliou como os brasileiros percebem o grau de responsabilidade social/ ambiental das grandes companhias, como temas sociais e ambientais afetam sua vida pessoal, os diferentes perfis dos consumidores (devotos, céticos, reféns, críticos, desengajados), a disponibilidade de se pagar mais por “produtos éticos” e as cinco marcas mais bem avaliadas entre os brasileiros que deram notas para as companhias em 26 atributos referentes à sustentabilidade.

Empresas socialmente e ambientalmente responsáveis

O estudo mostrou que os brasileiros estão mais preocupados com questões sociais e ambientais do que os europeus, norteamericanos e indianos, uma vez que 72% dos entrevistados disseram que tais questões têm um impacto negativo em sua qualidade de vida.

Os brasileiros também acreditam que é papel das grandes companhias ajudar a resolver os problemas referentes a essas questões, deixando, assim, de responsabilizar somente o governo (apenas 10% responderam que tais questões são da alçada do governo contra 23% que acreditavam nisso em 2009).

A maioria dos entrevistados (93%) afirmou que as grandes companhias devem se envolver ativamente para a resolução dos problemas, mas quase a metade (49%) acredita que elas estão trabalhando arduamente neste sentido.

Apenas um quarto dos entrevistados (26%) acredita que as empresas estão comunicando honestamente suas iniciativas sociais e ambientais e impressionantes. 60% acreditam que as empresas tentam ser responsáveis apenas para melhorar a sua imagem. Embora esse número pareça alto, ele caiu 4% no último ano e está entre os índices mais baixos entre os países estudados.

“Outro dado interessante é que o brasileiro – mais do que qualquer outro povo - acredita no seu próprio poder para modificar a atitude das empresas, ou seja, fazer com que elas atuem com responsabilidade: 80% dos entrevistados afirmaram acreditar nisso”, comentou Zimmerman.

Como os consumidores vêem as marcas
Os consumidores entrevistados para a pesquisa deram notas para as marcas selecionadas em 26 atributos referentes ao tema sustentabilidade, divididos em seis categorias:
  • Posicionamento de mercado (oferece produtos e/ou serviços de qualidade, cria produtos e/ou serviços inovadores, seus produtos e/ou serviços têm preço justo, entre outros)
  • Local de trabalho (remunera seus funcionários de forma justa, oferece condições adequadas de trabalho),
  • Comunidade (usa fornecedores locais quando possível, colabora para o desenvolvimento da comunidade, está realmente interessada na comunidade)
  • Economia (o negócio contribui para o desenvolvimento econômico do país)
  • Meio ambiente (usa matéria-prima de fontes sustentáveis, usa embalagem reciclável, ajuda o consumidor a ser mais ambientalmente responsável),
  • Governança e ética (é líder no seu mercado de atuação, é aberto, transparente, ético)
As cinco marcas melhor avaliadas pelos brasileiros foram:
  1. Petrobras
  2. Danone
  3. Colgate-Palmolive
  4. Pirelli
  5. Brasil Foods
Segundo o estudo, estas marcas conquistaram sua posição no ranking porque estão conduzindo bem os três pilares que tornam as marcas significativas para os consumidores: estão promovendo qualidade de vida para as pessoas, estão promovendo a sustentabilidade e estão fazendo com que cada interação com seus consumidores seja significativa e engajadora.

A Petrobras é vista como uma marca que representa o país. Todas as suas iniciativas são projetadas para estabelecer um vínculo entre a companhia e os patrimônios brasileiros – seja ele natural (projeto Amazonas, Projeto Tamar) ou cultural (Futebol, Olimpíadas e outros).

Mahogany apresenta reposicionamento baseado no conceito Cozy Romantic

Estratégia inclui mudanças na logomarca, tagline, layout das lojas e nas embalagens e traz Christine Fernandes como estrela em comunicados na TV e revistas

São Paulo - A Mahogany apresenta o novo posicionamento de marca em sua comunicação, no layout e decoração das lojas, na linha de produtos e nas embalagens. Por meio de pesquisas com os consumidores, a empresa percebeu que emoção e sentir-se bem consigo mesmo são coisas desejadas por todas as pessoas e apoiou sua estratégia de transformação nestes temas.

A marca assumiu o conceito Cozy Romantic em sua repaginação, que transmite um estilo romântico, aconchegante e acolhedor presente em todas as etapas da concepção dos produtos. Com a revitalização de Marketing, a empresa estabeleceu a mulher como público-alvo estratégico e a comunicação trabalhará tantos os benefícios funcionais quanto os emocionais.

Para representar a cliente da marca, a Mahogany convidou a atriz Christine Fernandes como estrela na comunicação em revista e TV, ressaltando as características de sofisticação, sensualidade e beleza natural e espontânea.

As novas marcas e identidade visual foram desenvolvidas com cores claras e tons pastéis, acompanhados de luz, motivos florais e outros elementos que remetem a atributos mais delicados. A tagline “O cuidado que seu corpo merece” visa transmitir a qualidades do produto e a busca pela beleza. A empresa reestruturou ainda o projeto de arquitetura de suas lojas, deixando o ambiente mais sensorial e aconchegante.

O portal da loja também passará por transformações e pretende criar uma identificação com os valores da marca e aumentar a interação com os consumidores. Já as redes sociais receberão o modelo visual do site e serão mais um canal de comunicação para se aproximar do cliente por meio de atualizações sobre moda, lançamentos e tendências.

Nos últimos seis meses, a Mahogany cresceu 100%, em relação a 2010, e possui um portfólio de produtos de cuidados especiais, como perfumes masculinos e femininos, tratamento para cabelos, dermocosméticos, loções corporais, linha infantil e maquiagem. Os itens da marca podem ser encontrados na loja virtual e em mais de 150 unidades espalhadas pelo Brasil.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

domingo, 23 de outubro de 2011

Samsung lança concurso de programadores de aplicativos

Empresa gastará meio milhão de dólares em ação para tentar estimular uso de seu sistema operacional Bada. Objetivo é reduzir sua dependência do Android


A sul-coreana Samsung anunciou nesta quinta-feira que distribuirá dez prêmios de 100.000 dólares aos programadores que desenvolverem os aplicativos mais populares para seu sistema operacional Bada. Com o Bada, a Samsung espera reduzir sua dependência do Android.

A multinacional aceitará as inscrições entre 18 e 31 de dezembro. A disputa dará prêmios de 100.000 dólares aos cinco primeiros aplicativos de jogos que alcançarem 100.000 downloads na internet, assim como aos cinco primeiros de outras categorias.

O sistema operacional Bada ainda é minoritário e está em fase experimental. A companhia diz que a iniciativa de abrir a criação de seus aplicativos a programadores de todo o mundo procura melhorar sua "utilidade e inovação". A Samsung assegura que o Bada já vem tendo sucesso em mercados como o chinês e o da Europa Oriental, embora ainda esteja muito atrás do líder, o Android, do Google, e os sistemas da Apple e do Microsoft Mobile.

A multinacional sul-coreana acelerou o processo de introdução e melhoria do sistema Bada (utilizado em seu telefone Wave) para reduzir sua dependência do Android, depois que o Google comprou a fabricante Motorola e passou a ser concorrente direto da Samsung.

Fonte: http://veja.abril.com.br/

domingo, 2 de outubro de 2011

O escritório modelo da Philips

Para aumentar a produtividade e acolher melhor os funcionários da geração Y, a Philips construiu um escritório que mais parece casa. Assista ao vídeo e confira

O golaço de uma marca

Dentro de campo, a temporada de 2010 não deixará saudades do Real Madrid. Mas quando o assunto é gerar receita nenhum outro clube chega perto do espanhol de Kaká e Cristiano Ronaldo. O time tornou-se uma potência que movimenta US$ 563 milhões por ano


Clube de futebol mais popular da Espanha, o Real Madrid não foi bem nesta temporada. Deu vexame na edição 2010 da Copa do Rei, ao ser eliminado pelo Alcorcón, um modesto time da Terceira Divisão. Atuando em casa, também caiu fora da Liga dos Campeões da Europa logo nas oitavas de final, pela sexta vez consecutiva (este ano, diante dos franceses do Lyon, considerados azarões). E, como se isso fosse pouco, cambaleou no campeonato espanhol. Mas quando o assunto é faturar, não tem para o Barcelona, nem para o inglês Manchester United, nem para o Milan ou para a Juventus, da Itália. O Real Madrid é o campeão absoluto entre os times milionários. Segundo um levantamento da consultoria inglesa Deloitte, sua receita anual é de US$ 563 milhões, uma marca que apenas 330 empresas conseguem no Brasil. O total é ainda cinco vezes e meia maior do que a receita do São Paulo, o mais rico clube do Brasil.

O mais incrível é o modo como os madridistas chegaram lá: gastando dinheiro aos tubos. Para bancar suas extravagâncias, eles não têm um mecenas árabe, como o xeique Mansour Al Nahyan, dono do Manchester City, ou um bilionário da ex-União Soviética como Rinat Akhmetov, o ricaço ucraniano que colocou o Shakhtar Donetsk no mundo do futebol. O Real Madrid não economiza nas contratações. Segundo cálculos do economista espanhol José Maria Gay, desde 2003, o time investiu impressionantes US$ 998 milhões na compra de jogadores. Alguns deles são superestrelas. No ano passado, para recrutar o português Cristiano Ronaldo (o melhor jogador do planeta em 2008) e o brasileiro Kaká (o melhor de 2007), o Real Madrid gastou US$ 216 milhões. Somados a estrelas emergentes, como o francês Benzema e os espanhóis Xabi Alonso, Albiol e Negredo, o clube desembolsou US$ 350 milhões. Isso fora os salários de US$ 36,6 milhões anuais apenas para os três não espanhóis do sexteto. Só Kaká ganha US$ 1,1 milhão mensais (11% a mais do que recebia no Milan). No total, a massa salarial do clube espanhol ultrapassará, neste ano, os US$ 258 milhões. A fábula paga nos contracheques galácticos representa quase o mesmo que o faturamento de um clube como o Lyon, o 13º mais endinheirado do planeta, segundo levantamento da consultoria Deloitte.

Essa opulência faz parte de uma filosofia de gestão que transformou o futebol em uma máquina milionária. Em vez de gasto, o Real Madrid considera a aquisição de supercraques como uma alavanca para arrebanhar mais recursos com direitos de transmissão, novos contratos de publicidade, merchandising e licenciamento de produtos. “Com a renegociação de alguns de nossos contratos com patrocinadores, a previsão para o ano que vem é alcançarmos um faturamento de US$ 590 milhões”, diz Eduardo Fernandez de Blas, vice-presidente do Real Madrid. É muito? Pois em 2011 Blas estima que o clube ultrapasse os US$ 700 milhões em receitas.

Atingir essa meta será mesmo necessário para não causar um rombo na contabilidade. Para bancar Cristiano Ronaldo, Kaká e Benzema, o clube teve de recorrer a empréstimos bancários de US$ 207 milhões, que vencem em junho de 2015. Com eles, sua dívida subiu para US$ 440 milhões, mas os espanhóis não parecem preocupados. “Um clube de futebol de ponta deve ser gerenciado tal como uma grande companhia, em que o investimento em equipamentos de última geração faz parte do negócio”, afirma o presidente, Florentino Perez, reeleito em 2009 pelos 93.587 sócios do clube. A filosofia de Perez é simples: só com grandes jogadores dá para aumentar as receitas. Em se tratando de Real Madrid, a mágica vai dando certo, com um ritmo de faturamento que cresceu 26% nos últimos dez anos. “Cada um desses jogadores famosos ajudou o Real a solidificar sua imagem em um mercado diferente”, diz José Luis Nueno, professor da escola de negócios Iese, em Madri.

Para ter o privilégio de exibir os jogos das estrelas do Real Madrid, o grupo catalão Mediapro desembolsa US$ 225 milhões, o maior contrato do gênero no mundo. O inglês Manchester United ganha quase um terço a menos pela transmissão de suas partidas.

Florentino Perez, o rei Midas por trás do Real Madrid, é uma raposa na arte de fazer negócios. Aos 63 anos, casado, três filhos, com o rosto sempre adornado por óculos metálicos grandes e vestido com ternos de corte impecável, Perez é dono da maior construtora espanhola, a Actividades de Construcción y Servicios (ACS), que faturou US$ 21 bilhões em 2009 e tem 107 mil funcionários. Há uma década, Perez assumiu a presidência do clube e, pela primeira vez, colocou seu sistema de gestão para andar. Rico (sua fortuna pessoal é estimada em US$ 2,2 bilhões) e fanático pelo Real Madrid (assistiu pela primeira vez a um jogo em 1951, aos 4 anos, acompanhado do pai, então influente no clube), Perez acredita que um grande clube de futebol deve ser tratado como uma empresa de entretenimento com projeção global. Do mesmo jeito que um grande estúdio de Hollywood paga caro para ter estrelas como Sandra Bullock ou Tom Hanks, ele não regateia para atrair famosos do mundo da bola.

Mal sentou-se pela primeira vez na cadeira de presidente, em 1999, Perez foi logo fazendo barulho. Por US$ 105 milhões, em dinheiro de hoje, arrancou o português Luís Figo do arquirrival Barcelona. Foi a primeira contratação de uma série que transformou o Real Madrid numa versão real de time digno de esquadrão de videogame. Na sequência vieram o francês Zinedine Zidane, os brasileiros Ronaldo e Roberto Carlos e o inglês David Beckham. Apelidados de Galácticos, os craques de Perez demoraram a engrenar, mas deram retorno. Ganharam títulos importantes, como a Liga dos Campeões, em 2002, e, principalmente, iniciaram a impressionante e milionária disparada no faturamento do clube. “Não criei nada novo. Foi investindo nos maiores craques do planeta que Santiago Bernabéu transformou o Real Madrid na maior equipe de todos os tempos”, disse Perez em seu discurso de posse. Presidente do clube entre 1943 e 1978, Bernabéu comprou alguns dos melhores jogadores do mundo, como o argentino naturalizado espanhol Di Stéfano, o húngaro Puskás, o espanhol Gento, o francês Kopa e os brasileiros Didi e Canário. Montou um esquadrão imbatível, que se tornou o melhor time da Europa por cinco vezes seguidas, entre 1956 e 1960. “Em uma Espanha onde não havia cimento, Bernabéu ergueu um estádio para 120 mil espectadores que vivia cheio”, afirma o argentino Jorge Valdano, hoje dirigente do Real Madrid. Segundo ele, a sacada de Perez foi transformar o clube em marca global. Limitado a 13,2 milhões de torcedores na Espanha, sua estratégia foi buscar fãs nos quatro cantos do planeta. “Perez percebeu que o futebol atual precisava de uma visão ampla, em que o estádio é virtual e tem o tamanho do mundo inteiro”, diz Valdano.

Um exemplo do estilo Florentino Perez foi a contratação de David Beckham, em 2003, por US$ 61,4 milhões, em dinheiro de hoje. Do ponto de vista racional, dentro de campo, o inglês seria apenas mais uma estrela. Só que fora da cancha deu uma tremenda visibilidade ao clube em mercados onde mal tinha torcedores, como no Extremo Oriente, e catapultou a marca Real Madrid a limites interplanetários. Só nos primeiros seis meses de Beckham, foram vendidas 1 milhão de camisetas (US$ 93,7 milhões). No mundo inteiro, a procura de produtos com o emblema do clube cresceu 137% em semanas. Graças aos tempos de Beckham, Ronaldo, Zidane, Roberto Carlos e companhia, ainda hoje o Real Madrid mantém parcerias com empresas como a Saudi Telecom, operadora saudita de telefonia.

Como parte do modelo de negócio, um pedaço de tudo o que se arrecada fica com o Real Madrid. Assim que chegam ao clube, os jogadores assinam um contrato em que topam rachar seus direitos de imagem, em um sistema de cogestão. “Todos no elenco são nossos parceiros na gestão de negócios que geram mais recursos para todos”, diz Begoña Orea, vice-diretora comercial do Real Madrid. Um exemplo de como as coisas funcionam foi o contrato que uniu a imagem do goleiro do time (e da seleção espanhola), Iker Casillas, com a cervejaria Mahou, que patrocina o clube. Com a intermediação da equipe da qual Begoña faz parte, Casillas foi contratado para ser embaixador da marca. O lucro é repartido em partes iguais entre ele e o Real Madrid. Mais: para associar sua marca ao clube, a Audi cede 60 de seus carros e mais uma bolada milionária. Em troca, tem modelos dirigidos pelos craques. Kaká anda com uma perua R6, com motor V10. Cristiano Ronaldo, com um esportivo R8 com 525 cavalos. O zagueiro Pepe, brasileiro naturalizado português, roda com um utilitário esportivo Q7. “Vestir esta camisa é a certeza de estar no melhor time do mundo e ganhar um bom dinheiro”, diz Pepe. Idem para a Hugo Boss, que veste Pepe e seus companheiros.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/

Itaú lidera lista das 25 marcas mais valiosas do Brasil

Ranking elaborado pela Interbrand mostra a instituição com uma marca avaliada em R$ 24,3 bilhões


Itaú, Bradesco, Petrobras, Branco do Brasil e Skol. Estas são, respectivamente, as marcas mais valiosas do país segundo ranking elaborado pela Interbrand, consultoria líder mundial em estratégia e identidade de marca. Juntas, estas companhias respondem por 75% do valor total das 25 maiores marcas brasileiras, que é de R$ 92 bilhões.

Apesar de as primeiras colocadas terem um valor bem maior que as demais participantes, todas as companhias tiveram um aumento expressivo no valor de suas marcas (veja tabela abaixo). A nota de corte do levantamento subiu de R$ 87 milhões em 2009, para R$ 209 milhões em 2010. “Estamos vendo um reflexo claro do crescimento da economia e da maior preocupação dos gestores com suas marcas”, afirma Daniela Bianchi, diretora de estratégia da Interbrand.

A marca que teve maior aumento de valor em 2010 foi a Hering, com um aumento de 45% em relação a 2009. Depois de um trabalho bem-sucedido de reposicionamento, a marca fechou o ano passado valendo R$ 209 milhões.

A Vale foi outro destaque. Com a forte crise de 2008, a empresa sequer apareceu na lista de 2009. Mas para recuperar posição, a mineradora investiu em uma forte campanha institucional, que a colocou na 8ª posição em 2010, com um valor de R$ 2,6 bilhões.
Também se destacaram algumas empresas varejistas. Extra, Casas Bahia, Pão de Açúcar e Ponto Frio apareceram pela primeira vez no ranking, mostrando que a consolidação desse setor vem impulsionando o valor das marcas.

Outra estreia foi da Cielo, marca que surgiu da mudança de nome da Visanet. “A empresa quebrou um paradigma, pois estreou no ranking ainda novata e num mercado também novo”, afirma Daniela.
O ranking da Interbrand leva em conta duas dimensões, a Força da Marca e o Papel da Marca. Força é a capacidade da marca de assegurar lucros futuros. Já o Papel, representa a influência no processo de compra.

A seguir, confira o ranking completo. 


As 25 marcas mais valiosas do Brasil em 2010
Marca                           Valor (em milhões de reais)        crescimento em relação a 2009
Itaú24.296+18%
Bradesco13.633+10%
Petrobras11.608+7%
Banco do Brasil11.309+8%
Skol7.277+10%
Natura5.666 +22%
Brahma4.351 +21%
Vale2.656Não estava no ranking anterior
Antarctica2.013+15%
Vivo1.700+16%
Lojas Renner 835+7%
Lojas Americanas 703+17%
Embratel 619-15%
Cielo 604Estreia no ranking
Cyrela 587+8%
Caixa Eco. Federal 563Estreia no ranking
Oi 514+9%
Banrisul 501-22%
Extra 496Estreia no ranking
Casas Bahia 447Estreia no ranking
Braskem 422-6%
Pão de Açúcar 389Estreia no ranking
Net 323+10%
Ponto Frio 232Estreia no ranking
Hering 209+45%
Fonte: Interbrand