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domingo, 13 de novembro de 2011

Marcas se fazem presentes nos circuitos de corrida e movimentam 2º semestre

Para quem cultiva o hábito de participar de circuitos de corrida, o segundo semestre é tempo de gastar a sola do tênis. Marcas que investem na promoção do bem-estar e no estímulo à prática de hábitos saudáveis concentram os seus eventos nos últimos seis meses do ano.

Diversas marcas apostam nesse esporte, o qual tem o seu público cativo e responsável por movimentar uma indústria à parte. Algumas empresas organizam seus próprios eventos, outras preferem que suas marcas figurem como patrocinadoras. Em comum, há o fato de as empresas prezarem pelas corridas de rua, que garantem bastante visibilidade.

A modalidade no Brasil tem cerca de 6 milhões de praticantes e movimentação estimada em R$ 5 bilhões.

Em dezembro elas Irão correr atrás da boa forma e as compras de natal que esperem. São Paulo vai ser sede da primeira etapa do Circuito Elas. Será dada a largada a uma série de provas de corridas de rua voltadas somente para mulheres das classes A e B, com perfil executivo e que são determinadas, tomadoras de decisões, formadoras de opinião, se destacam por transformar o tempo em seu aliado e ainda encontram espaço em sua agenda para se preocupar com sua saúde, beleza e estão sempre seguindo as tendências da moda.

A prova é totalmente adequada ao público feminino, desde a escolha do percurso e das distancias a serem percorridas ao planejamento das atividades que serão oferecidas as atletas participantes já na véspera do evento.

O evento tem como apoiadores a Porto Seguro, a Dudalina Feminina e a WOW! NUTRITION que participará com os chás Feel Good e as barras de cereal Woman Care, e é assinado pela rede de Academias Contours, que de forma versátil e descontraída vislumbraram uma nova maneira de aumentar a fidelidade de suas clientes proporcionando bem estar e diversão combinados com atividade física e conservação do corpo e da mente, benefícios facilmente alcançados com a corrida, um dos esportes com maior evolução em número de praticantes no mundo.

domingo, 2 de outubro de 2011

O golaço de uma marca

Dentro de campo, a temporada de 2010 não deixará saudades do Real Madrid. Mas quando o assunto é gerar receita nenhum outro clube chega perto do espanhol de Kaká e Cristiano Ronaldo. O time tornou-se uma potência que movimenta US$ 563 milhões por ano


Clube de futebol mais popular da Espanha, o Real Madrid não foi bem nesta temporada. Deu vexame na edição 2010 da Copa do Rei, ao ser eliminado pelo Alcorcón, um modesto time da Terceira Divisão. Atuando em casa, também caiu fora da Liga dos Campeões da Europa logo nas oitavas de final, pela sexta vez consecutiva (este ano, diante dos franceses do Lyon, considerados azarões). E, como se isso fosse pouco, cambaleou no campeonato espanhol. Mas quando o assunto é faturar, não tem para o Barcelona, nem para o inglês Manchester United, nem para o Milan ou para a Juventus, da Itália. O Real Madrid é o campeão absoluto entre os times milionários. Segundo um levantamento da consultoria inglesa Deloitte, sua receita anual é de US$ 563 milhões, uma marca que apenas 330 empresas conseguem no Brasil. O total é ainda cinco vezes e meia maior do que a receita do São Paulo, o mais rico clube do Brasil.

O mais incrível é o modo como os madridistas chegaram lá: gastando dinheiro aos tubos. Para bancar suas extravagâncias, eles não têm um mecenas árabe, como o xeique Mansour Al Nahyan, dono do Manchester City, ou um bilionário da ex-União Soviética como Rinat Akhmetov, o ricaço ucraniano que colocou o Shakhtar Donetsk no mundo do futebol. O Real Madrid não economiza nas contratações. Segundo cálculos do economista espanhol José Maria Gay, desde 2003, o time investiu impressionantes US$ 998 milhões na compra de jogadores. Alguns deles são superestrelas. No ano passado, para recrutar o português Cristiano Ronaldo (o melhor jogador do planeta em 2008) e o brasileiro Kaká (o melhor de 2007), o Real Madrid gastou US$ 216 milhões. Somados a estrelas emergentes, como o francês Benzema e os espanhóis Xabi Alonso, Albiol e Negredo, o clube desembolsou US$ 350 milhões. Isso fora os salários de US$ 36,6 milhões anuais apenas para os três não espanhóis do sexteto. Só Kaká ganha US$ 1,1 milhão mensais (11% a mais do que recebia no Milan). No total, a massa salarial do clube espanhol ultrapassará, neste ano, os US$ 258 milhões. A fábula paga nos contracheques galácticos representa quase o mesmo que o faturamento de um clube como o Lyon, o 13º mais endinheirado do planeta, segundo levantamento da consultoria Deloitte.

Essa opulência faz parte de uma filosofia de gestão que transformou o futebol em uma máquina milionária. Em vez de gasto, o Real Madrid considera a aquisição de supercraques como uma alavanca para arrebanhar mais recursos com direitos de transmissão, novos contratos de publicidade, merchandising e licenciamento de produtos. “Com a renegociação de alguns de nossos contratos com patrocinadores, a previsão para o ano que vem é alcançarmos um faturamento de US$ 590 milhões”, diz Eduardo Fernandez de Blas, vice-presidente do Real Madrid. É muito? Pois em 2011 Blas estima que o clube ultrapasse os US$ 700 milhões em receitas.

Atingir essa meta será mesmo necessário para não causar um rombo na contabilidade. Para bancar Cristiano Ronaldo, Kaká e Benzema, o clube teve de recorrer a empréstimos bancários de US$ 207 milhões, que vencem em junho de 2015. Com eles, sua dívida subiu para US$ 440 milhões, mas os espanhóis não parecem preocupados. “Um clube de futebol de ponta deve ser gerenciado tal como uma grande companhia, em que o investimento em equipamentos de última geração faz parte do negócio”, afirma o presidente, Florentino Perez, reeleito em 2009 pelos 93.587 sócios do clube. A filosofia de Perez é simples: só com grandes jogadores dá para aumentar as receitas. Em se tratando de Real Madrid, a mágica vai dando certo, com um ritmo de faturamento que cresceu 26% nos últimos dez anos. “Cada um desses jogadores famosos ajudou o Real a solidificar sua imagem em um mercado diferente”, diz José Luis Nueno, professor da escola de negócios Iese, em Madri.

Para ter o privilégio de exibir os jogos das estrelas do Real Madrid, o grupo catalão Mediapro desembolsa US$ 225 milhões, o maior contrato do gênero no mundo. O inglês Manchester United ganha quase um terço a menos pela transmissão de suas partidas.

Florentino Perez, o rei Midas por trás do Real Madrid, é uma raposa na arte de fazer negócios. Aos 63 anos, casado, três filhos, com o rosto sempre adornado por óculos metálicos grandes e vestido com ternos de corte impecável, Perez é dono da maior construtora espanhola, a Actividades de Construcción y Servicios (ACS), que faturou US$ 21 bilhões em 2009 e tem 107 mil funcionários. Há uma década, Perez assumiu a presidência do clube e, pela primeira vez, colocou seu sistema de gestão para andar. Rico (sua fortuna pessoal é estimada em US$ 2,2 bilhões) e fanático pelo Real Madrid (assistiu pela primeira vez a um jogo em 1951, aos 4 anos, acompanhado do pai, então influente no clube), Perez acredita que um grande clube de futebol deve ser tratado como uma empresa de entretenimento com projeção global. Do mesmo jeito que um grande estúdio de Hollywood paga caro para ter estrelas como Sandra Bullock ou Tom Hanks, ele não regateia para atrair famosos do mundo da bola.

Mal sentou-se pela primeira vez na cadeira de presidente, em 1999, Perez foi logo fazendo barulho. Por US$ 105 milhões, em dinheiro de hoje, arrancou o português Luís Figo do arquirrival Barcelona. Foi a primeira contratação de uma série que transformou o Real Madrid numa versão real de time digno de esquadrão de videogame. Na sequência vieram o francês Zinedine Zidane, os brasileiros Ronaldo e Roberto Carlos e o inglês David Beckham. Apelidados de Galácticos, os craques de Perez demoraram a engrenar, mas deram retorno. Ganharam títulos importantes, como a Liga dos Campeões, em 2002, e, principalmente, iniciaram a impressionante e milionária disparada no faturamento do clube. “Não criei nada novo. Foi investindo nos maiores craques do planeta que Santiago Bernabéu transformou o Real Madrid na maior equipe de todos os tempos”, disse Perez em seu discurso de posse. Presidente do clube entre 1943 e 1978, Bernabéu comprou alguns dos melhores jogadores do mundo, como o argentino naturalizado espanhol Di Stéfano, o húngaro Puskás, o espanhol Gento, o francês Kopa e os brasileiros Didi e Canário. Montou um esquadrão imbatível, que se tornou o melhor time da Europa por cinco vezes seguidas, entre 1956 e 1960. “Em uma Espanha onde não havia cimento, Bernabéu ergueu um estádio para 120 mil espectadores que vivia cheio”, afirma o argentino Jorge Valdano, hoje dirigente do Real Madrid. Segundo ele, a sacada de Perez foi transformar o clube em marca global. Limitado a 13,2 milhões de torcedores na Espanha, sua estratégia foi buscar fãs nos quatro cantos do planeta. “Perez percebeu que o futebol atual precisava de uma visão ampla, em que o estádio é virtual e tem o tamanho do mundo inteiro”, diz Valdano.

Um exemplo do estilo Florentino Perez foi a contratação de David Beckham, em 2003, por US$ 61,4 milhões, em dinheiro de hoje. Do ponto de vista racional, dentro de campo, o inglês seria apenas mais uma estrela. Só que fora da cancha deu uma tremenda visibilidade ao clube em mercados onde mal tinha torcedores, como no Extremo Oriente, e catapultou a marca Real Madrid a limites interplanetários. Só nos primeiros seis meses de Beckham, foram vendidas 1 milhão de camisetas (US$ 93,7 milhões). No mundo inteiro, a procura de produtos com o emblema do clube cresceu 137% em semanas. Graças aos tempos de Beckham, Ronaldo, Zidane, Roberto Carlos e companhia, ainda hoje o Real Madrid mantém parcerias com empresas como a Saudi Telecom, operadora saudita de telefonia.

Como parte do modelo de negócio, um pedaço de tudo o que se arrecada fica com o Real Madrid. Assim que chegam ao clube, os jogadores assinam um contrato em que topam rachar seus direitos de imagem, em um sistema de cogestão. “Todos no elenco são nossos parceiros na gestão de negócios que geram mais recursos para todos”, diz Begoña Orea, vice-diretora comercial do Real Madrid. Um exemplo de como as coisas funcionam foi o contrato que uniu a imagem do goleiro do time (e da seleção espanhola), Iker Casillas, com a cervejaria Mahou, que patrocina o clube. Com a intermediação da equipe da qual Begoña faz parte, Casillas foi contratado para ser embaixador da marca. O lucro é repartido em partes iguais entre ele e o Real Madrid. Mais: para associar sua marca ao clube, a Audi cede 60 de seus carros e mais uma bolada milionária. Em troca, tem modelos dirigidos pelos craques. Kaká anda com uma perua R6, com motor V10. Cristiano Ronaldo, com um esportivo R8 com 525 cavalos. O zagueiro Pepe, brasileiro naturalizado português, roda com um utilitário esportivo Q7. “Vestir esta camisa é a certeza de estar no melhor time do mundo e ganhar um bom dinheiro”, diz Pepe. Idem para a Hugo Boss, que veste Pepe e seus companheiros.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Inter apresenta aliança para divulgar marca mundialmente

Equipe gaúcha fez acordo com times de Estados Unidos, México e Espanha para expandir sua presença

Porto Alegre - O Internacional apresentou nesta terça-feira, em Porto Alegre, aquilo que o clube acredita ser um ponto chave para a internacionalização de sua marca: uma aliança estratégica envolvendo outros três clubes: Chicago Fire (EUA), Atlético de Madrid (Espanha) e América (México). Somente pouco antes da apresentação, na noite de segunda, é que os laços entre as quatro agremiações começaram a ser estreitados, em um jantar no Beira-Rio.

De acordo com o Internacional, a ideia é desenvolver uma rede global de cooperação entre times de futebol. A pareceria começa imediatamente, com as lojas dos clubes comercializando produtos licenciados dos outros integrantes da aliança. Também haverá um profissional em contato direto com os clubes, trocando informações sobre tecnologia e "até mesmo sobre atletas", conforme explicou o Inter.

"Haverá uma série de ações a partir de agora, na área de marketing, de planejamento, de trocas de profissionais, de tecnologia e de treinamento", explicou o presidente do clube gaúcho, Giovanni Luigi.

Para ele, a parceria vai alavancar a internacionalização da marca do Internacional. "Nós entendemos que chegava o momento de profissionalizarmos a internacionalização da marca Internacional, e para que isso seja possível agora nós teremos parceiros nos EUA, no México, e na Europa", destacou. "Essa parceria busca ajudar todos os clubes na divulgação das marcas e nas ações que serão feitas em marketing, negócios, com troca de parcerias na questão de profissionais de todas as áreas e até mesmo em tecnologia."

Chicago Fire e América do México já são parceiros há quase três anos, tanto em gestão quanto na troca de jogadores. A iniciativa do acordo entre as quatro equipes partiu do Atlético de Madrid, que esteve representado pelo seu CEO, Miguel Angel Gil, na apresentação da parceria, nesta terça. "Eu estive em Abu Dabi e conversei com o ex-presidente Vitorio Piffero e com o atual, Giovanni Luigi, e percebi algo importante, que é a continuidade existente no clube", explicou o dirigente.

domingo, 18 de setembro de 2011

Marketing esportivo é um mercado de ouro

Um patrocínio para uma corrida de rua pode chegar a R$ 1 milhão. Palestras com treinadores e atletas valem até R$ 70 mil. O setor de marketing esportivo é espetacular — mas muito competitivo.

Triatleta premiado, Carlos Galvão, 40 anos, fez carreira no mercado financeiro. Mas sempre quis transformar sua atração pelos esportes em negócio. Há dez anos, abriu a Latin Sports, uma agência especializada em marketing esportivo. Hoje fatura R$ 6 milhões ao ano, principalmente com a promoção de corridas de rua. Formado em marketing e também apaixonado por competições, Renato Chvindelman, 35 anos, inaugurou, em 2001, em São Paulo, a Arena Sports Marketing Esportivo.

Viajou à Europa e aos Estados Unidos para conhecer a atividade e, na volta, fez da sua agência uma referência no desenvolvimento de eventos empresariais com estrelas como o técnico de vôlei Bernadinho e o velejador Amyr Klink. Realiza uma média de 60 palestras por ano para clientes do porte da Bayer, Coca-Cola e Philips, que desembolsam entre R$ 15 mil e R$ 70 mil por apresentação.

Galvão e Chvindelman são dois bem-sucedidos empresários de um mercado bilionário — e cada vez mais profissionalizado. Para associar suas marcas ao esporte, grandes empresas contratam agências especializadas em desenvolver esse tipo de estratégia de marketing. Com a perspectiva da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil, as oportunidades nesse ramo tendem a crescer. Um sinal é a chegada ao país do Havas Sports & Entertainment, sétimo maior grupo de publicidade do mundo, presente em 20 países e especializado no desenvolvimento de estratégias de comunicação de marcas em eventos esportivos.

ESPAÇO PARA AS PEQUENAS

Mesmo com a presença de multinacionais como o grupo Havas, quem domina esse ramo são as pequenas e médias agências. “Esse não é um negócio só de gente grande, mas sim de gente competente”, afirma Claudinei Santos, coordenador do Núcleo de Estudos de Negócios de Esporte da ESPM. Segundo ele, trata-se de um mercado jovem, com grandes possibilidades de expansão, mas que exige um bom conhecimento (não apenas de futebol). Uma rede de contatos no meio esportivo ajuda muito.

Para Galvão, da Latin Sports, os negócios começaram quando a empresa ganhou a concorrência para realizar a etapa nacional do mais importante evento de triatlo do mundo, o Ironman. Ainda hoje, a disputa, que envolve corrida, natação e ciclismo, é o principal cartão de visitas da Latin Sports para a produção de uma média de 29 eventos de corrida por ano, de provas de rua a maratonas de revezamento. Na carteira de clientes figuram, entre outros, Instituto Ayrton Senna, Avon, Gatorade, Caixa Econômica Federal, TAM e HSBC, que pagam entre R$ 15 mil e R$ 1 milhão pelo apoio ou patrocínio de cada etapa dos circuitos de corrida, que podem somar até 20 provas. Em contrapartida, ganham um importante canal de comunicação e valorização da marca — ao associá-la a valores do esporte, como superação, trabalho em equipe e liderança. “Nosso maior desafio ainda é fazer com que as empresas enxerguem essa ferramenta de marketing como um poderoso canal de divulgação e comunicação institucional da marca e não apenas como mais uma via de propaganda”, diz Galvão. “O marketing esportivo permite que se crie uma simpatia e uma identidade com o consumidor que não é alcançada com o investimento em publicidade."

Formado em administração com especialização em esportes, entretenimento e marketing de eventos pela americana New York University, Galvão apostou nas corridas de rua para se destacar em um mercado concentrado no futebol. E não é difícil entender o porquê. Com cerca de 38 milhões de praticantes, o esporte responde por 63% dos investimentos em patrocínio no país e sua indústria movimenta mais de R$ 250 bilhões por ano, segundo estimativas do Fórum Internacional do Futebol. “Quem consegue planejar bem as ações ligadas a esse esporte ganha grande visibilidade a um custo menor do que uma inserção publicitária convencional”, diz Santos, da ESPM. Como exemplo, ele lembra que, em 2009, a LG investiu R$ 18 milhões para patrocinar o time do São Paulo. Pagou três vezes menos que a exibição de um comercial de 30 segundos no horário nobre da Globo.

TIME CAMPEÃO

Para Rafael Plastina, diretor de marketing da Informídia, consultoria especializada em pesquisas esportivas, trabalhar com seriedade e transparência é essencial para se destacar nesse mercado. “Esse é um setor que ainda peca pela credibilidade e que, em períodos que precedem grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, recebe muitos oportunistas em busca de lucro rápido”, afirma. Segundo ele, um dos principais atrativos do negócio é permitir ao empreendedor atuar em vários ramos, como gerenciamento de carreira e imagem de atletas, organização de eventos e promoção de palestras motivacionais.

Poucas são as empresas, porém, que operam em todas as áreas. A maioria prefere especializar-se em um segmento, como Chvindelman, da Arena Sports Marketing Esportivo. A agência embolsa entre 15% e 20% do valor pago aos técnicos e atletas para fazer eventos de motivação entre funcionários de grandes empresas. “O segredo está em escolher a personalidade esportiva certa para a necessidade de cada cliente”, afirma Chvindelman. “Apesar de todos serem ligados ao esporte, cada um tem uma especialidade. Bernardinho, por exemplo, fala muito bem sobre motivação e trabalho em equipe, enquanto Amyr Klink é um expert em logística e gestão de projetos.”

A escolha do time de esportistas é base para o sucesso. “O atleta ou dirigente deve ter uma conduta vitoriosa no esporte e na vida. Qualquer escorregão pode levar à rescisão de contratos e à perda de muito dinheiro, como aconteceu recentemente com o melhor golfista do mundo, Tiger Woods, que foi acusado de infidelidade”, diz Ricardo Andreu, fundador da Galeria de Esportes, agência de marketing esportivo especializada em gerenciamento de carreira de atletas e promoção de eventos.

Vale observar, também, que para cada empresa e produto existe uma modalidade esportiva adequada para fortalecer a marca e aumentar o volume de vendas. “Se o público-alvo é o consumidor de baixa renda, por exemplo, não dá para investir em esportes de elite, como o golfe e o automobilismo”, diz Luiz Henrique Moreira Gullaci, professor de marketing da FGV Management. “O trabalho da agência está em resolver essa equação, levando em conta a identificação com o potencial cliente, a atuação geográfica da empresa e a mensagem que deseja passar.”

Com a experiência de quem é um dos pioneiros na área, Andreu afirma que conquistar a confiança dos clientes exige tempo, profissionalismo e muito trabalho. “Ninguém está disposto a desembolsar entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões para patrocinar um time de vôlei, por exemplo, e correr o risco de jogar dinheiro fora. Tudo deve ser bem planejado”, diz. “Esse não é um negócio para amadores e nem tampouco de lucro imediato. Se o objetivo é esse, não vale a pena nem começar.”

NA VITRINE | Os esportes que mais chamam a atenção dos torcedores
FUTEBOL
São mais de 38 milhões de praticantes. Gera R$ 250 bilhões em negócios e responde por 63% de tudo o que é investido em patrocínio no Brasil

VÔLEI É o segundo esporte mais praticado no país. Atrai 15% das verbas de patrocínio. Tem boa visibilidade na quadra e na areia

NATAÇÃO
Tem forte ligação com o público, atletas de nível internacional e agrega atributos interessantes para as marcas, como saúde, vigor, performance e tecnologia

TÊNIS
Figura entre os cinco esportes mais vistos na TV fechada e fala com um nicho de mercado com bom poder aquisitivo

BASQUETE
Tende a ganhar maior visibilidade no país, que possui atletas de nível internacional. Voltou a ocupar espaço na mídia

FUTSAL
O calendário de campeonatos é bem organizado e são mais de 10 milhões de praticantes

Fonte: http://revistapegn.globo.com/


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Corinthians ultrapassa Flamengo e se torna marca mais valiosa

Dono da maior torcida do Brasil, o Flamengo segue poderoso, mas já não ostenta a liderança do ranking das marcas mais valiosas do futebol nacional. As muitas ações de marketing desde a chegada de Ronaldo e, principalmente, do centenário do clube, além da grande presença de público nos estádios, levaram o Corinthians a se tornar a marca de maior valor em 2010: R$ 749,8 milhões.
No estudo realizado pela Crowe Horwath RCS, o São Paulo também conseguiu importante avanço e assumiu o segundo lugar, com R$ 659,8 milhões. O Flamengo agora é o terceiro, com a marca avaliada em R$ 625,3 milhões. Enquanto o Palmeiras se manteve na quarta posição (R$ 444,1 milhões), o Vasco ganhou duas em relação a 2009 e agora é sétimo. O campeão brasileiro Fluminense, curiosamente, caiu uma colocação.

A metodologia utilizada pela Crowe Horwath RCS tem 18 diferentes variáveis entre dados financeiros históricos dos clubes, informações publicadas em pesquisas com torcedores, dados de marketing esportivo, hábitos de consumo da torcida e dados sociais e econômicos do mercado em que atuam os clubes analisados. Os valores diretamente relacionados ao cálculo do valor da marca foram consolidados em quatro macro receitas: marketing, estádio, sócios e mídia.

Embora alguns clubes tenham crescido mais que outros, os 12 maiores apresentaram evolução nos últimos anos. Líder em 2009, o Flamengo perdeu duas posições e passou a ser o terceiro em função da evolução da receita - sem considerar transferências de atletas - de seus concorrentes diretos, Corinthians e São Paulo.
Os três, porém, levam vantagem em relação à maioria dos outros clubes porque não perdem grande participação entre o público feminino e crescem consideravelmente entre os torcedores de 16 a 24 anos. "O estudo mostra um crescimento do Flamengo em valor de marca, só que inferior ao registrado por Corinthians e São Paulo. Ou seja, todos estão crescendo, a diferença está no ritmo de cada um", afirmou Amir Somoggi, responsável pelo trabalho.