segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Saiba quais são as marcas em risco de extinção e as que podem dar a volta por cima neste ano, segundo a consultoria CoreBrand

São Paulo – A CoreBrand, empresa de estratégia em comunicação, divulgou na última semana suas previsões para 2012, incluindo a potencial extinção de três marcas que já foram influentes no passado.

A primeira delas é a Kodak, que reinou durante a era das máquinas fotográficas de filme, mas não consegue fazer com sucesso a transição para a era digital.

A segunda é a Saab. Com mais de 60 anos de vida, a fabricante sueca já fascinou os fãs de automóveis com seus sedãs no passado, mas hoje luta contra a falência.

A terceira maca ameaçada de extinção, segundo a consultoria, é a Sears, cadeia de lojas de departamentos americana. Embora tenha anunciado planos de vir para o Brasil recentemente, a marca está prestes a fechar mais de 100 lojas nos Estados Unidos graças ao fraco desempenho da rede.

A consultoria prevê ainda que outras marcas menos conhecidas do público brasileiro, como Aon, CA, Cummins, Avery Dennison, D.R. Horton, Key Corp, Northern Trust, PPG, Steelcase e Yum, podem deixar de trazer resultados positivos para as corporações a que pertencem neste ano, devido à falta de investimentos.

Em contrapartida, a CoreBrand prevê que 2012 pode ser o ano da volta por cima para outras marcas que não estavam indo tão bem, entre elas AIG, Bank of America, BP e Netflix.






domingo, 11 de dezembro de 2011

O que o profissional de marketing deve saber Fan Pages

Na busca pelo relacionamento na internet, as empresas têm apostado nas fan pages do Facebook para criar um diálogo com os consumidores. Mas como saber a melhor maneira de lançar umapágina atrativa e que valha o investimento? E, mais ainda, como verificar se a plataforma realmente trará retorno para a sua marca?

O Brasil tem mais de 500 páginas de marcas na rede social, segundo um levantamento realizado pela F.biz em junho. Parte deste “boom” explica-se pela percepção da quantidade de potenciais consumidores conectados, possíveis clientes que não estariam acessíveis à marca em outros meios, como TV ou anúncio em revistas.

“De 2010 para 2011, o número total de fan pages de empresas no Facebook triplicou”, diz Duncan Southgate (foto), Diretor Global de Digital da Millward Brown, em palestra no I Fórum Internacional ABA Rio de Pesquisa e Inteligência Competitiva.

Como saber se sua marca deve investir no Facebook

Apesar de todo o frenesi em torno das fan pages, as mídias sociais podem não combinar com todas as marcas. A estratégia deve ser analisada caso a caso, avaliando o perfil da companhia para ver se vale o investimento.

Primeiro de tudo, é preciso identificar o que a marca pretende com a ação. Uma pesquisa da Millward Brown, por exemplo, descobriu que o principal objetivo dos profissionais de Marketing ao lançar umapágina de fãs é criar fidelidade com a marca, e não obter venda direta.

A partir daí, deve-se estudar três fatores principais, para ver se a empresa se encaixa no perfil da mídia social. O primeiro é o país em que atua. No caso do Brasil, os números de usuários conectados apontam que vale a pena investir.

Categorias pedem ações específicas

Uma pesquisa recente do Ibope Nielsen mostrou que o total de pessoas com acesso à internet no país atingiu 77,8 milhões em agosto. Dessas, 87% utilizam redes sociais e outras páginas de relacionamento. Só o Facebook tem 30,9 milhões de usuários únicos no país, ou cerca de 14% da população nacional.

Observar a categoria da marca também é um passo fundamental na hora de investir na plataforma. As que têm mais fãs no Facebook são as de software, hardware, telecomunicações e telefonia, por serem clientes que já são ligados à tecnologia, com maior presença na rede e que desejam obter informações das empresas de antemão.

Outras categorias que conquistam um alto número de fãs são a de carros e, curiosamente, a de fraldas. “A de carros é fácil de entender, porque o automóvel é uma extensão e uma expressão de quem você é. Confesso que fiquei surpreso com o resultado das marcas de fraldas, mas pesquisando vi que a pequena audiência se importa muito com o produto. As mães querem falar sobre isso, já que a rotina com o bebê torna-se parte elementar de suas vidas”, diz Southgate.

Criatividade e desejo

Vale a pena, ainda, estudar um terceiro fator. Qual é o perfil da empresa? O padrão que mais dá retorno é o de marcas consideradas criativas e desejáveis. Se a companhia está muito longe desse estereótipo, talvez a fan page não obtenha o resultado esperado.

Essa pré-avaliação, no entanto, não impede que o Marketing aposte na ferramenta. O desafio será se esforçar para ter uma página criativa, inovadora, diferente e que apresente algo único. Esses atributos, inclusive, são indispensáveis em toda forma de marketing digital para qualquer empresa que deseja se destacar na internet.

Marcas com mais de um milhão de fãs

No Brasil, marcas como Guaraná Antarctica e Smirnoff já alcançaram um milhão de “likes” em suas fan pages, ou seja, o número de um milhão de usuários que recebem e interagem com o conteúdo de cada empresa.

Com o slogan “Clique em curtir para aproveitar o melhor da vida entre amigos”, a página da marca de refrigerante da Ambev conquistou seus 1.135.545 de fãs por meio de ações tão variadas como futebol virtual, campeonato de vídeo game e aulas em vídeo para as mães não envergonharem os filhos na internet. Ótimas estratégias para aumentar a base de fâs.

Já a Smirnoff Brasil chama a atenção do usuário com uma mensagem que ressalta os resultados das fan pages mundiais da marca, alcançando 50 países e 10 milhões de pessoas. A versão brasileira já possui 1.005.515 fãs, utilizando-se principalmente de calendário de festas, concursos para ingressos e um projeto que começou no ano passado e repete-se agora, o Nightlife Exchange, que recebe ideias de eventos dos usuários e seleciona algumas para executá-las.

Em terceiro lugar no número de fãs brasileiros, segundo um levantamento de agosto da GraphMonitor, está a L´Oreal Brasil, na época com 769 mil “likes”, e, seguindo a lista, vêm Peixe Urbano (761 mil), Halls Brasil (524 mil), ClickOn (465 mil), Privalia (426 mil), Nike Futebol (423 mil) e Rock in Rio (413 mil).
Quantidade de fãs não significa qualidade.

O sucesso real de uma fan page, entretanto, não é medido apenas em números, mas também na qualidade das ações. Em um estudo da Millward Brown, que considerou itens como atenção aos posts, quantidade de recomendações a amigos e revisita à página, foi visto que não havia correlação entre o número de fãs no Facebook e o resultado geral do desempenho da marca.

“Assim como a maneira de avaliar o ROI por meio da contagem de cliques em um anúncio online foi ultrapassada por métodos que avaliam outras linhas importantes, a quantidade de adeptos de uma fan page não significa qualidade. É preciso saber o que fazer”, diz Southgate.

O que os internautas querem

Na mesma pesquisa foi descoberto que os atributos mais recorrentes das fan pages são, em primeiro lugar, ser fácil de navegar, com 55%, e apresentar informação confiável, com 48%. Também é bom ter frequência de posts. “Quanto mais, melhor, mas sem irritar o usuário, é claro. Recomendaria cerca de 40 posts por mês”, aconselha Southgate.

Essa preocupação é importante porque a maioria dos internautas não visita a página da marca aleatoriamente. O conteúdo chega a eles pelo feed de notícias em sua página inicial, o que leva a empresa a disputar a atenção com todos os contatos do consumidor.

Mas e os clientes, quais são os maiores benefícios para eles? Apesar de uma tendência no mercado de perceber a interação como o fator mais importante, os usuários buscam na fan page principalmente concursos e, em segundo lugar, notícias sobre produtos da empresa.
Ser diferente é o maior atrativo

Para a ferramenta obter sucesso, conquistar e manter seu fã, quatro ações não podem ser negligenciadas: concursos e ofertas, informações sobre produtos, regularidade de posts e notícias de credibilidade sobre a marca. Uma subcategoria de sucesso que está dentro de concursos são os social games. Essa é a plataforma com o maior impacto da marca sobre os clientes, apesar de não ter o maior alcance.

O maior sucesso chega quando a fan page é criada baseado no diferencial da empresa, no que ela tem de único, sem repetir ações, mas investindo em novidades. Um exemplo inovador foi feito pela marca de rum Captain Morgan México (foto acima), que brinca como se a página fosse, na realidade, o perfil do personagem. Outra tática de diferenciação é sincronizar no Facebook o conteúdo que a empresa posta no Twitter.

“A melhor estratégia é ser diferente e ter ambição. Tudo que nunca foi visto se destaca acima da média. O profissional de marketing precisa estar prestando atenção às novidades, porque há sempre novas oportunidades, e mergulhar no trabalho para tornar a página a melhor possível, dando à ação no Facebook a importância que ela merece”, completa Southgate.

Fonte: Mundo do Marketing

Fujifilm vende cosméticos para sobreviver

Empresa passa a oferecer produtos para a pele na França, Alemanha e Reino Unido e usa a tecnologia como gancho para associar a novidade aos filmes de fotografia



Rio de Janeiro - O que as marcas de filmes de fotografia precisam fazer para continuarem no mercado? A Fujifilm aposta em vender cosméticos, segundo o site do Financial Times.

A empresa anunciou que passará a comercializar produtos para a pele, como cremes e hidratantes, com o nome Astalift, começando por Reino Unido, Alemanha e França e com planos para os Estados Unidos. A marca já é vendida no Japão há quatro anos e tem um market share de 6% a 8% no país.
A Fujifilm acredita ainda que é possível linkar filmes com cosméticos, usando o gancho da tecnologia. O colágeno, que serve para evitar a deterioração do filme, poderia fazer o mesmo na pele do consumidor. Já a astaxantina, que preserva as cores nos filmes, também traria uma aparência mais jovem ao rosto.
A linha, que tem produtos entre 45 euros e 70 euros, entra em um mercado altamente saturado. No Reino Unido, por exemplo, 60% do setor de cosméticos é dominado pelos grandes players, como a L´Oréal. A expectativa da Fujifilm para o continente é que o Astalift obtenha de 2% a 3% de market share nos próximos dois anos e meio.
Fonte: www.exame.com.br

AdeS incentiva suco de soja em academias

Ação criada pela Sportion Marketing & Esporte tem como foco o ambiente fitness


São Paulo - A Sportion Marketing & Esporte idealizou uma ação para a Ades focando o público fitness.

A marca levará seu produto para as academias com receitas de vitaminas, mostrando um jeito diferente de consumir o suco à base de soja.
O projeto, nomeado de Cantina AdeS, é exclusivo para as lanchonetes das academias e tem como objetivo incentivar o consumidor a descobrir novas maneiras de saborear a bebida.
Para acompanhar a ação foram produzidos materiais de PDV para os locais, como banners e cartazes, entre outros. Participam do projeto as academias de alto padrão em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.
Fonte: www.exame.com.br

domingo, 4 de dezembro de 2011

Marketing bom pra cachorro!

Donos de cães e gatos gastam mais de R$ 9 bilhões por ano com seus animais de estimação no Brasil

Os melhores amigos dos homens representam uma população de 29 milhões de cães e 10 milhões de gatos no Brasil. Juntos, esses bichinhos de estimação já movimentam um mercado de R$ 9 bilhões por ano, que engloba desde marcas de rações e vacinas, até aqueles lucrativos serviços de luxo, como salão de beleza, spa, fisioterapia ou, ainda, moda animal!

Enquanto as padarias evoluem para um modelo de negócios, no qual o pão passa a ser cada vez mais um mero coadjuvante, as grandes lojas especializadas em produtos e serviços exclusivos para animais de estimação crescem a passos largos nos grandes centros. Na cidade de São Paulo, por exemplo, os pet shops já somam mais de 4 mil estabelecimentos, o equivalente ao mesmo número de padarias da maior metrópole latino-americana. Isso sem considerar as lojas na internet, como o recém-inaugurado Pet Boom, um portal de compras coletivas voltado ao segmento pet. Criado pelo publicitário Julio Peres, o endereço virtual oferece desde produtos diferenciados até serviços exclusivos com descontos de 90% sobre o valor de venda do produto.

Em todo o Brasil, a quantidade de pet shops e de clínicas especializadas em animais de estimação já ultrapassa a casa dos 25 mil estabelecimentos. Essa estimativa é da Comac (Comissão de Animais de Companhia), doSindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). De acordo com o presidente, Luiz Luccas, atualmente, esses 25 mil pet shops atendem a uma população aproximada de 29 milhões de cães e 10 milhões de gatos em todo o Brasil. “Há dois anos, a última edição da pesquisa Radar PET indicou a presença de 25 milhões de cães e 7 milhões de gatos em 44% dos lares brasileiros. Em 2012, vamos repetir esse levantamento, mas já notamos que uma das tendências é o aumento dos gatos nas casas do público presente na classe C.”

Um outro levantamento feito no ano passado, pelo Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura de São Paulo e pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, mostrou que somente na metrópole paulistana existem 2,4 milhões de cães, ou seja, um cachorro para cada cinco pessoas versus um gato para cada 20 paulistanos. “Notamos que nos últimos anos, a população canina tem permanecido estável no Brasil, enquanto os felinos têm aumentado sua presença nos lares brasileiros por serem mais independentes e por demandarem menos gastos”, avalia Luccas, que também atua como diretor de negócios da Unidade Animais de Companhia da Merial Brasil. “Esse é um mercado que movimenta R$ 9 bilhões por ano no País”, estima Luccas.

Na Merial, ele é um dos responsáveis pelo desempenho do produto mais vendido da indústria veterinária em todo o mundo. “Lançado em 1995, o Frontline representa 13% das vendas mundiais do segmento pet, com um faturamento anual de US$ 1 bilhão. E ainda assim, em mercados como o do Brasil, registra crescimento anual de 8% a 10%”.

Luccas observa que o marketing para esse tipo de produto é voltado para a informação e formação do brasileiro, que ainda não tem o hábito de comprar o Frontline com frequência. “Investimos em ações no ponto de venda, em mídia online e, principalmente, nas redes sociais.”

Segundo o executivo, dos US$ 20 bilhões movimentados anualmente pela indústria veterinária em todo o mundo, 40% corresponde a produtos para pets. “No Brasil, esse faturamento representa apenas US$ 1,5 bilhão por ano, dos quais de 10% a 12% estão relacionados as linhas para os animais de companhia. O mercado ainda tem muito para crescer no País.”

Vida de cão?
Além de rações e produtos para a saúde animal, outro segmento que tem registrado um crescimento significativo é o de serviços de luxo, como a confecção de roupas de grife, salão de beleza, spa ou ainda fisioterapia animal. Um exemplo é o Hotel SPA Vila dos Cães, em Alphaville, na Grande São Paulo. Com 27 apartamentos, o local oferece desde fisioterapia até salão de beleza para o melhor amigo do homem. A diária com pernoite custa em média R$ 80 na baixa temporada e o Day Care, para o cachorro passar o dia na “creche”, sai por R$ 56, no caso da raça Golden Retriever.

Animais que recebem esse tipo de “mimo” chegam a demandar gastos superiores a R$ 100 mil ao longo da vida. Mas para aqueles bichanos que levam uma vida sem tanto luxo, seus donos gastam em média cerca de R$ 7 mil por ano.

Novas tecnologias a serviço do marketing

Grandes marcas investem em estratégias complexas e embarcam em verdadeiras viagens virtuais pelo mundo dos tablets e smartphones. Mais do que anunciar produtos e serviços por meio de campanhas interativas, o objetivo agora é utilizar as novas plataformas de mídia para criar ações realmente relevantes para públicos específicos e, assim, ampliar o relacionamento de suas marcas com os amantes dos dispositivos móveis de última geração.

Em 1967, Philip Kotler escreveu a primeira edição do livro Administração de Marketing, no qual o “vender a qualquer custo” deu lugar à “satisfação garantida do cliente”. Mais de 40 anos depois, a obra – que está em sua 12ª edição – ainda figura como referência da área em todo o mundo ao comprovar a tese de que clientes fiéis ajudam a empresa a melhorar a qualidade de seus produtos. “Clientes fiéis deixam de ser facilmente atraídos pelas ofertas dos concorrentes, sugerem melhorias, compram muito mais a cada ano que passa e ainda fazem propaganda gratuita do produto”, afirma Kotler, que agora assiste ao início de uma nova era no mundo do marketing, com a chegada de dispositivos móveis de última geração. "Começou uma nova fase na relação do planejamento das organizações para atrair esses 'novos consumidores', que buscam cada vez mais produtos e empresas capazes de atender suas mais profundas necessidades sociais e ambientais em missão, visão e valores”. Isso é o que o guru chama de Marketing 3.0. “O marketing deixou de ser um processo de vendas e publicidade para atuar como um plano repleto de iniciativas especializadas em criar, comunicar, transmitir e entregar valor”.

Neste novo cenário, a proliferação dos famosos tablets e smartphones no mercado nacional tem causado uma verdadeira revolução no departamento de marketing das empresas. E o ingrediente responsável pelas grandes mudanças em tradicionais receitas de marketing atende pelo nome de “mobilidade”. Uma mobilidade que cresce à medida que aumentam as vendas de smartphones e tablets no Brasil.
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil encerrou o mês de fevereiro com mais de 207,5 milhões de assinantes do serviço de telefonia celular. Apenas nos dois primeiros meses do ano, o Serviço Móvel Pessoal (SMP) registrou 4,6 milhões de novas habilitações, o que representa um crescimento de 22% nos últimos 12 meses. Do total de usuários de telefonia móvel no País, 170,6 milhões são pré-pagos (82,23%) e 36,8 milhões são pós-pagos (17,77%).

Já dados da Nielsen indicam que o volume de celulares vendidos durante o ano passado registrou um aumento de 101% comparado com o ano de 2009. O grande destaque foi a venda de smartphones, que apresentou um crescimento de 279%. “Este segmento é foco de acirrada disputa, pois esses aparelhos possuem um preço 271% superior à média da categoria, o que traz uma receita maior para os fabricantes e contribui para 3,4% das vendas totais de telefone celular no País”, ressalta Thiago Moreira, diretor de Telecom da Nielsen Brasil.

Em 2010, os brasileiros compraram mais de 5 milhões de smartphones, segundo o Gartner Group. “O ano de 2010 foi excelente para as vendas de novos aparelhos, com crescimentos expressivos e mostrando assim a força deste segmento, que superou os volumes de vendas do ano de 2008 em 10%, ano pré-crise”, detalha Moreira.

“O mundo já conta com 5 bilhões de assinantes mobile, o que representa um abismo em relação ao número de usuários de PCs, que somam 1,2 bilhão de pessoas. Desses 5 bilhões de assinantes da telefonia móvel, 394 milhões de pessoas utilizam smartphones e tablets”, compara Marcello Póvoa, sócio e diretor da MPP Solutions, empresa de marketing digital que tem visto crescer a quantidade de trabalhos voltados para o mobile marketing.

Outro levantamento divulgado em março pela consultoria IDC aponta que 18 milhões de tablets foram vendidos em 2010, em todo o mundo. Desse total, 10,1 milhões foram comercializados apenas no último trimestre do ano passado.

Em 2010, o Brasil registrou a venda de 100 mil tablets, sendo que o iPad, da Apple, lidera o setor, com mais de 80% de market share. Para o coordenador de pesquisas da IDC, Luciano Crippa, o preço de chegada dos tablets ao País foi fundamental para o bom desempenho. “Esperávamos uma estratégia de precificação um pouco mais alta, por volta dos R$ 2 mil. O valor estipulado em torno dos R$ 1,6 mil facilitou a adesão do público ao produto”.

E as previsões indicam que, no segundo semestre, as vendas ficarão ainda mais aquecidas, com a apresentação da segunda versão do Samsung Galaxy TAB e o lançamento de tablets das marcas Motorola, HP e Dell no mercado nacional. A estimativa da IDC é de que a categoria encerre 2011 com 300 mil unidades vendidas no Brasil. Já no mundo, o número de usuários de tablets deverá atingir 400 milhões em 2014. Iniciativas no setor corporativo, com destaque para a área educacional, também devem influenciar as vendas do produto nos próximos anos. “Elas devem ganhar maior fatia do mercado a partir deste ano, já que os tablets estão sendo usados como ferramenta em escolas e faculdades”, diz o coordenador de pesquisas da IDC, ressaltando que os tablets passam a concorrer não somente em sua categoria, mas também com os segmentos de netbooks e smartphones, além do segmento de PCs.

Segundo estudo da instituição, em 2010 foram comercializados no Brasil 13,7 milhões de computadores, sendo 55% desktops e 45% notebooks. Somente no último trimestre do ano, os usuários domésticos e corporativos compraram 3,6 milhões de equipamentos. Somando a venda do ano inteiro, o mercado nacional cresceu 23,5% em relação a 2009, o que levou o Brasil a assumir a quarta posição no ranking mundial dos países que mais vendem computador no mundo, atrás de Estados Unidos, China e Japão. “Em breve, este mercado - principalmente a categoria de netbooks - será impactado pela venda de tablets”, conclui Crippa.

Jesper Rhode, presidente do Conselho da MMA Latam e diretor de parcerias e inovação da Ericsson América Latina, informa que, em 2011, os smartphones irão corresponder a 25% dos aparelhos do mercado brasileiro. “Nossa expectativa é de terminar o ano com 50 milhões de usuários de smartphone no Brasil, número que ampliará ainda mais as ações de mobile marketing, especialmente aquelas que utilizam games, aplicativos e geomarketing”.

Entre novembro de 2010 e janeiro deste ano, o número de brasileiros que acessaram a internet por meio do celular foi de 45%, de acordo com estudo da E.life. Especializada em monitoramento de redes sociais, a empresa afirma que esse índice transforma o celular na terceira plataforma de conexão à web no País. Em primeiro lugar, vêm os desktops, usados por 88,2% das pessoas. A pesquisa, que ouviu 945 pessoas, concluiu que 42,5% dos entrevistados passaram 41 horas por semana na internet, o que equivale a quase 6 horas online por dia. Destes, 47,2% acessam a rede de microblogs Twitter e 48,5%, o Facebook.
Entre os brasileiros que acessaram a web entre novembro e janeiro, 85,6% o fizeram para usar ferramentas de troca de mensagens em tempo real, como o MSN Messenger, e 85,1% para monitorar perfis em redes sociais. Além disso, 64% dos internautas afirmaram que usam redes sociais e ferramentas de mensagens ao mesmo tempo.

A procura é tanta que a proporção de usuários do Facebook no Brasil quase dobrou em relação ao último estudo da E.life: entre novembro de 2009 e janeiro do ano passado, 49,1% dos internautas brasileiros tinham conta na rede social; já nos três meses terminados em janeiro deste ano, a cifra aumentou para 91,3%. Na mesma base de comparação, o Twitter cresceu de 76,2% para 89,1%.
O bom desempenho serviu de estímulo para empresas dos mais diversos segmentos investirem no meio. Em março, o restaurante America, por exemplo, lançou a promoção “America Foursquare”.A brincadeira consiste em ir até o America, fazer um check-in no aplicativo móvel Foursquare, consumir um burger do 10º Festival de Burger e ganhar um voucher valendo um frozen yogurt para a próxima visita. Utilizando a geolocalização, o Foursquare permite ao usuário realizar check-ins para indicar aos amigos do Twitter ou ainda do Facebook a sua “localização”. Mais que dizer onde está, a pessoa pode fazer um comentário sobre o lugar, transformando o Foursquare em um guia informal, com comentários virtuais sobre a qualidade de restaurantes, teatros, praças, cafés, empresas e locais públicos.

“Em 2011, um de nossos objetivos é ampliar o projeto de redes sociais no America. A ideia dessa ação no Foursquare não é ter um número enorme de check ins e sim gerar um comentário positivo da marca nas redes sociais ao apresentar essa nova ferramenta para o público que frequenta nossos restaurantes”, avalia Mirella Scorza, gerente de marketing da rede de restaurantes America. “É uma forma criativa e de baixo custo de praticar o marketing de relacionamento”.

A sugestão veio da agência de design da marca, a Design com Z, que aposta no crescimento dessa ferramenta no Brasil. “Nosso público tem entre 25 e 45 anos. A maioria tem celular com GPS e acesso à internet, mas nunca tinha usado o Foursquare. Por isso, tivemos que treinar todos os nossos funcionários para auxiliar o cliente a participar da promoção”, afirma Mirella, que já contabiliza algo em torno de 30 check-ins por dia nos 14 restaurantes da rede, que recebe 250 mil clientes ao mês. “Agora, estamos buscando uma agência de marketing digital para realizar o planejamento estratégico do America nas redes sociais. Queremos posicionar a marca entre as mais queridas e próximas dos internautas brasileiros”, adianta a gerente de marketing, que hoje conta com uma verba de R$ 3 milhões, dos quais 20% são investidos em ações relacionadas à internet.

Muito além da publicidade!
O reflexo desse aumento na base de smartphones e tablets no País também está presente no planejamento de marketing dos maiores anunciantes brasileiros, que estão investindo cada vez mais em verdadeiras viagens virtuais pelo mundo dos dispositivos móveis de última geração. Não basta anunciar produtos e serviços por meio de anúncios interativos. O desafio agora é promover a utilização das novas plataformas de mídia para criar ações relevantes para públicos específicos e, assim, ampliar o relacionamento das marcas com os amantes desses dispositivos móveis de última geração. “Mais do que aumentar as vendas, as empresas estão usando esses canais para formar brand equity. E como a base de tablets no Brasil ainda é pequena, o foco das ações está no smartphone”, avalia Póvoa, que já coleciona cases no segmento. “Temos desenvolvido projetos que utilizam o tablet como um novo canal de negócios para determinada empresa, que passa a ter um meio de se relacionar diretamente com o consumidor”.

Fonte: http://www.revistamarketing.com.br

sábado, 3 de dezembro de 2011

Feitas para você "curtir"

Novas fanpages invadem as plataformas de marketing digital dos anunciantes brasileiros interessados em atrair uma legião de fãs virtuais para suas marcas


Preste atenção no que diz Kumiko Hidaka, gerente global de comunicações do Facebook: “A fanpage é uma ferramenta de marketing que permite às marcas se comunicar e se envolver com seus fãs ao mesmo tempo em que podem coletar feedback deles. Por ser completamente grátis, torna-se útil a todos, desde um negócio pequeno até uma grande empresa. Qualquer um hoje é capaz de tirar proveito das características do produto”. Simples e direta, a mensagem traduz as razões que fazem do Facebook o ponto alto nos meios sociais da atualidade. No mundo empresarial, essas páginas criadas para as pessoas “curtirem” as marcas ocupam lugar de destaque no planejamento de marketing dos anunciantes interessados em conquistar a lealdade dos internautas.

No final de julho, por exemplo, a Danette, marca de sobremesas lácteas da Danone, deu início à promoção Missão Irresistível Danette, exclusiva aos usuários do Facebook. Maior investimento em mídias sociais da Danone em 2011, a iniciativa marcará durante um mês a volta do produto à mídia após oito anos desde a sua última campanha. Explica Cecília Bottai, gerente de marketing da marca: “Depois de analisar o comportamento dos consumidores, Danette concentrou sua presença digital no Facebook.Atualmente, todo o conteúdo da marca encontra-se em uma fanpage na rede social, na qual os usuários podem interagir, checar receitas saborosas e compartilhar suas experiências de consumo do produto.” Para participar da promoção, o internauta deve se tornar um fã da marca no Facebook e aceitar o aplicativo.

Um ranking divulgado recentemente pela agência F.biz aponta quem são as empresas brasileiras com maior número de fãs nas redes sociais. Nas 10 primeiras colocações estão Facebook, Luciano Huck, Corinthians, Flamengo, Peixe Urbano, L´Óreal Paris Brasil, Folha de S.Paulo, Esporte Interativo, Guaraná Antarctica e Nike Futebol.

Segundo o levantamento, o Brasil conta com mais de 500 empresas interagindo com os consumidores por meio dessa ferramenta. “As marcas têm investido cada vez mais nessa plataforma. A expectativa é que esse número passe de centenas a milhares no próximo ano”, assegura Roberto Grosman, sócio e responsável por canais e engajamento da F.biz. A pesquisa mostra ainda que as empresas do segmento de bens de consumo são as que recebem maior reconhecimento dos brasileiros.

Analisando tanto o cenário internacional quanto o local, Grosman listou três tipos diferentes de páginas virtuais. No primeiro, a marca forte faz com que as pessoas queiram associar sua imagem a ela. Coca-Cola e Apple se enquadram nessa categoria. O segundo tipo, por sua vez, são páginas que oferecem alguma vantagem para o usuário, como concursos culturais, amostras e promoções. Por último, a terceira categoria engloba plataformas focadas em conteúdo, gerando discussão e debate sobre determinados temas. No Brasil, as que mais fazem sucesso são aquelas que usam estratégias para conceder benefícios, como Peixe Urbano e Privalia. O comportamento difere do que ocorre no exterior, onde páginas de conteúdo são mais frequentes, justamente pelo fato de o Facebook já estar consolidado. Isso coloca em evidência algumas marcas, como a Coca-Cola. De acordo com o site Socialbakers, a marca tem a fanpage mais popular do mundo, com mais de 32 milhões de fãs. Disney e Starbucks completam o pódio virtual. Por aqui, Grosman cita Nike e Guaraná Antartica como duas marcas que investem cifras consideráveis na geração de promoção e conteúdo para a internet.